
Existem estudos que comprovem a eficácia da Fitoaromaterapia?
- Giulianna Bregantin

- 7 de mar. de 2023
- 2 min de leitura

Se fizer uma pesquisa no PubMed (biblioteca de estudos científicos) por óleos essenciais, encontra cerca de 20 mil publicações científicas. Há estudos sobre os mecanismos, sobre como agir e outros que explicam a bioquímica das plantas. Não existem tantos estudos clínicos como para os medicamentos, mas há cada vez mais laboratórios a publicar estudos sobre a eficácia e a tolerância da Aromaterapia. Um óleo essencial é um produto puro, de origem natural e, sendo puro, é reativo. Temos de definir regras de boa utilização. Qualquer bom farmacêutico, médico ou mesmo naturopata, deve saber que não se dá a mulheres grávidas, a mulheres a amamentar, a crianças com menos de 7 anos, evita-se também dar a pessoas com epilepsia ou caso a pessoa seja alérgica a óleos essenciais.
Em que casos recomenda o recurso a Aromaterapia?
Por exemplo, para tratar infeções, uso-os com a minha família. Em França, temos uma regra: quando há uma infeção bacteriana, temos de usar antibiótico, mas tenho o direito de colocar na mesma prescrição um tratamento de aromaterapia, para começar. Se, ao fim de 48 horas, não houver melhoria dos sintomas, a pessoa deve passar ao antibiótico. Em 80 por cento dos casos, as pessoas não precisam de antibióticos. Há estudos que referem que se podem usar antibióticos e óleos essenciais anti-infecciosos e já se começa a fazer isso devido ao fenómeno da resistência aos antibióticos. Especialistas em Infecciologia referem que dentro de 15 a 30 anos não existirão antibióticos eficazes, devido à sua utilização excessiva. Mas o principal vetor do problema é a indústria agroalimentar. Quando compramos carne que não é biológica, há 90 por cento de probabilidade que tenha sido tratada com antibióticos. Se a carne que vai ingerir tem resíduos de antibióticos, a microflora vai desenvolver resistências aos antibióticos sem que os tenha tomado. A indústria agroalimentar já começa a usar óleos essenciais na alimentação dos animais.
«Quando saímos do curso de Odontologia, aprendemos a tratar com medicamentos ou com cirurgia, fora disso não há salvação. Mas, como terapeutas, temos o direito de prescrever outras possibilidades»




Comentários